Patologias Cervicais
Afecções Congênitas
Visão Geral
Algumas patologias têm sua origem em momentos precoces do desenvolvimento humano e, em alguns casos, isso ocorre antes mesmo do nascimento. São as chamadas doenças congênitas.
Cisto Tireoglosso
A glândula tireoide é inicialmente formada na base da língua, em uma region denominada forame cego. Nas primeiras semanas do desenvolvimento fetal, ela migra para a região anterior da base do pescoço através de um ducto chamado tireoglosso. Quando esse ducto não sofre atresia completa (involução), remanescentes desse tecido podem originar o cisto de ducto tireoglosso.
O quadro clínico mais comum é o aparecimento de um nódulo cervical que pode ser pouco doloroso e está localizado na linha média do pescoço, acima da cartilagem tireoidea ("pomo de Adão"). O tratamento definitivo é sempre cirúrgico.
Cisto Branquial
Trata-se de um remanescente do segundo arco branquial (na maioria das vezes) e se manifesta como um nódulo ou cisto indolor na região lateral do pescoço. Raramente, pode ocorrer cisto derivado do terceiro arco branquial, apresentando-se em região adjacente à glândula tireoide. Em ambas as situações, o tratamento definitivo consiste na ressecção cirúrgica.
Quando a alteração congênita tem origem no primeiro arco branquial, o cisto localiza-se na região anterior à orelha (conhecido clinicamente como sinus pré-auricular).
Perguntas Frequentes
O que são afecções congênitas do pescoço (como Cisto Tireoglosso e Cisto Branquial)?
São malformações decorrentes de falhas no desenvolvimento embrionário do pescoço. O Cisto Tireoglosso manifesta-se como um caroço móvel na linha média do pescoço, que sobe ao engolir. Já o Cisto Branquial costuma aparecer na lateral do pescoço. Podem inflamar ou infeccionar repetidamente, necessitando de tratamento adequado.
Qual o momento ideal para operar um cisto congênito no pescoço?
A cirurgia (como a Operação de Sistrunk para o cisto tireoglosso) é o único tratamento definitivo e deve ser programada preferencialmente quando o cisto não estiver inflamado ou infeccionado. Recomenda-se realizar a remoção cirúrgica logo após o diagnóstico para evitar infecções recorrentes e complicações locais.